A Informação da Fotografia |
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Há uma ciência, denominada TEORIA DA INFORMAÇÃO, que estuda e prevê por fórmulas matemáticas e métodos estatísticos, o conteúdo da mensagem fotográfica na comunicação, e a sua devida repercussão dentro das mídias imprensa ou eletrônica.
Na formação, ou elaboração, da mensagem há três conceitos que coexistem e moldam-na, para oferecer a possibilidade de compreensão do receptor.
autor: Prof. Enio Leite / 14/01/2005.
O primeiro conceito é a INFORMAÇÃO, determinada pelo grau de improviso, pela novidade. Por exemplo: uma pessoa está numa fila, a espera do ônibus, de repente escorrega e cai. O escorregão e o tombo são a informação, pois o fato é inesperado. Portanto, a Teoria da Informação coloca em primeiro plano a IDÉIA DE NOVIDADE, como valor central objetivo, pois esta pode ser medida matematicamente. E, assim substitui a noção de "beleza transcendente" que é muito difícil de ser utilizada na prática, visto que se fundamenta em subjetivismo.
Às vezes, na mesma mensagem há REDUNDÂNCIA. No sentido atribuído ao termo, quer dizer, repetição. É o oposto da informação, que se apresenta na mensagem de várias maneiras. Uma mensagem redundante pode ser desnecessária.
Como o valor é quantitativo, uma mensagem 100 % redundante é banal, dispensável, pois não traz nenhuma novidade a quem a interpreta, além de reduzir o próprio índice de informação. Entretanto, a redundância ainda pode ser:
A) Redundância de Objeto - quando o elemento fotografado é
o mesmo em várias situações.
B) Redundância de Sentido - quando os elementos são diversos
(vários objetos), mas, o sentido é o mesmo.
C) Redundância de objeto-sentido - quando o objeto e o sentido
são os mesmos, isto é, temos uma repetição
como se fosse uma cópia xerox.
O ultimo conceito dentro da mensagem é do RUÍDO. É tudo que não pertence a um contexto mas é inesperado. Em outras palavras, é o que causa interferência na transmissão da idéia ou o que atrapalha a comunicação. Por exemplo: na fotografia, é quase comum o negativo se apresentar riscado. As razões estão fora do contexto (imprudência na manipulação do material durante o processamento) e a posterior ampliação revelará risco na imagem, o que atrapalhará quem a observar.
Portanto, ruído pode ser definido como qualquer interferência externa, fora do contexto da mensagem. Entretanto, o próprio ruído pode ser utilizado como aumento da informação. O próprio fotógrafo pode, por meio de um estilete bem fino, riscar propositadamente o negativo, criando novas formas ou imagens, para aprimorar a sua mensagem. Ou ainda, fotos de menores ou pessoas nuas publicadas em jornal com a tradicional tarja preta.
TIPOS DE FOTOGRAFIA
De maneira breve, podemos classificar a fotografia em dois tipos, segundo as circunstancia em que ela se inscreve:
Primeiro, no caso de se apresentar isolada, ou seja, mesmo estando em grande número, ela possui características autônomas, (mensagens autônomas) que se diferenciam.
Segundo: São as denominadas de sintaxe. Nestas, há um conjunto de fotos relacionadas entre si, numa seqüência disposta ordenadamente, como é o caso corrente das revistas ilustradas, ou fotonovelas.
As fotos em formas de sintaxe (seqüência), podem ser definidas de duas maneiras:
1) Cronológica, quando se acompanha movimento por movimento para se reduzir o fato;
2) E, lógica, quando não é preciso um acompanhamento rígido de todos os detalhes, para deduzir o fato. Os pormenores são sugeridos pela ausência. Porém, tanto as fotos isoladas como a sintaxe compõe-se de outros critérios diferenciados. Estas podem ser concebidas de três maneiras:
FOTO POSE - Há preparação, isto é, ela é preconcebida para determinado fim, e seu objetivo é demarcado, tem consciência do que se pretende mostrar. O exemplo comum que pode ser identificado, freqüentemente, na imprensa, são as fotografias de políticos cumprimentando populares, ou crianças, e fotografias de moda, publicadas em revistas femininas.
FOTOS OBJETO - Podem ser apresentadas de duas formas, quando se fotografa um elemento (objeto), ou quando alguém representa um objeto. No primeiro caso, é simplesmente objeto sem si, e sua significação.
Já no segundo, alguém se torna personagem, pois é retratado na forma do objeto, ora substituindo o conteúdo numa ligação de significados sugeridos. O exemplo clássico é a tradicional foto do rapaz da “casas Bahia”, ou o próprio "baixinho" da Kaiser. Fica clara, associação de significados. A presença da pessoa, automaticamente nos remete ao produto ou situação específica.
FOTOS CHOQUE - Na essência são fotos "realísticas", ou hiper-realistas, no sentido de dar a noção exata do fato, e do instante em que o fotógrafo a colheu. São flagrantes de acontecimentos. O que, por outro lado, não descarta do fotógrafo um rápido estudo dos melhores ângulos ou momentos mais propícios para registrá-la. Isto depende do seu senso de oportunidade. O exemplo, também clássico, da foto-choque, foram àquelas do maremoto da Ásia, inceêncios, rebeliões, atentados terroristas. Entretanto, há casos de manipulação “em loco” ou posterior na redação, que podem converter fotos pose em foto-choque, apesar deste procedimento ser condenado pela ética do jornalismo internacional.
autor: Prof. Enio Leite / 14/01/2005.
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