Museu de máquinas fotográficas |
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Mário BockTem gente que se sente mal naquele quartinho. Outros se surpreendem e aplaudem. E não é para menos, em um pequeno espaço estão nada mais nada menos do que 1.186 máquinas fotográficas e filmadoras de quase todos os tipos.
colecionador: : Mário Bock.
origem: Colecionismo o Portal do Colecionador
Máquinas do Tempo
Se não é a maior nem a mais rica, a coleção de Mário Bock certamente destaca-se pela variedade de modelos - das pioneiras máquinas de fole às clássicas Leica e Rolleiflex. ( Veja: 1966 - 1986 Rolleiflex Clássica SL66 original)
São reliquias que documentam a incrível História
da máquinas fotográficas no País. ( Veja:
História da fotografia no Brasil )
E porque alguém se sentiria mal no quarto? Bem, é que
são mais de mil lentes enquadrando o visitante - e tem gente
que não se sente tão à vontade com essa, digamos,
exposição. Mas não há o que temer: a maioria
das máquinas, embora em bom estado de conservação,
estão aposentadas e para a maioria nem existe mais filmes e chapas
apropriados.
Longe do Ferro Velho
A exemplo de um colecionador de bicicletas, que comprava aquelas mesmo impossíveis de serem recuperadas só para não vê-las apodrecer no ferro-velho, uma coleção de máquinas fotográficas não ostenta somente máquinas raras, valiosas ou impecáveis, ou em estado "mint" - como se tivessem saído naquele dia da fábrica. Isso existe, é comum para os que vêem em uma coleção de peças em ótimo estado um investimento de retorno garantido. Mas está fora do alcance da maioria dos colecionadores. E também não tem muita graça...
O gostoso, é o colecionador "amar" cada peça adquirida O gostoso, é o colecionador "amar" cada peça adquirida. Mesmo que sejam os restos do que foi uma rara câmera de fole e que se deteriorou com o tempo. Uma coleção como essa pode ser montada a partir de constantes "expedições de garimpo" em feiras de antiguidade de São Paulo e outras grandes cidades do Brasil, vendas de garagem ("família" vende tudo) e bazares de caridade.
É impressionante como a cada final de semana esses locais oferecem "novidades" em máquinas antigas, clássicas, quebradas e "aposentadas" - um prazer redobrado para o colecionador.
Muito melhor ainda se a máquina adquirida necessita mesmo de algum cuidado e carinho, como limpeza e polimento. É nesse contato que o colecionador "conversa com a máquina" para compreender o funcionamento. É limpando as lentes que se transporta para a época do preto & branco, quando as coisas pareciam mais saudáveis e românticas.
RARIDADES NAS PRATELEIRAS
RARIDADES NAS PRATELEIRAS Na coleção de máquina fotográficas como esta por exemplo entra qualquer tipo, marca e ano de fabricação de máquinas, sem restrição. O "museu" tem até máquinas fotográficas rejeitadas desde que fora lançadas, de tão ruins que eram.
É o caso das brasileiras Flika, Tuka e Bieka. Mas em nome de história fotográfica, são colecionáveis todas as máquinas com mais de dez anos - podem ser quebradas, por que não? - no que se incluem câmeras de amador no formato 110 (as Kodak Xereta) e as Love descartáveis, as Instamatic (Kodak Tira Teima); as Tekinha no formato 126 e mesmo as mais simples (e baratas na época) de 135mm, como as Olympus Trip e Pen - muito conhecidas pelos brasileiros. As Canonet e as Yashica Eletro 35, de foco por telêmetro que tanta alegria deram aos fotógrafos contemporâneos, também estão lá, no "museu", curtindo uma merecida aposentadoria.
O mesmo vale para as famosas máquinas "caixão"
(de metal ou papelão) - em formato de caixa - muito simples,
que sofreram nas mãos da garotada desde o início do século
até os idos de 1950, quando fez o maior sucesso a Kapsa brasileira.
Também dessa época são as máquinas simples
de baquelite com filme 120, como as Agfa, de preço até
hoje muito acessível.
Mas o "must" da coleção são mesmo as
máquinas de fole, aquelas de sanfoninha que foram fabricadas
em inúmeros modelos e formatos, de madeira ou de metal, das mais
simples às com muitas regulagens e cromados. São maioria
as Kodak americanas fabricadas na década de 20/30 até
1950.
Porém, as melhores eram mesmo as alemãs Voigtländer, Goerz, Agfa, Ernemann e tantas outras, de alta precisão e qualidade ótica impecável.(veja: 1841 - Câmera metálica Voigtländer )
Entre as máquinas de fole, destacam-se (e são mais raras e, portanto, mais caras) os modelos de formato horizontal, com fole vermelho e, principalmente, as que tiram fotos com negativo de vidro. Elas são o destaque da coleção, pois são um pouco maior que as demais, têm lentes de alta qualidade e o fole pode ser estendido para até 30cm Na época, década de 20 a 40, eram consideradas profissionais, caras e tão sonhadas pelos como as Canon e Nikon de hoje.
O SONHO NÃO MORREU
Para
alegria dos velhos fotógrafos, a coleção conta
com algumas maravilhas de sua época: Zeiss Ikon Super-Ikonta
(de fole), câmeras "caixote" Detetive (com capacidade
para tirar "seqüências" de 10 chapas de vidro,
sem recarregar), a estéreoscópica Mackenstein com duas
lentes, as alemãs Linhol, as americanas Kodak Retina e Medalist
(de filme 620), entre outras.
Outro destaque são as Speed Graphic americanas, volumosas máquinas de reportagens da década de 40 que sempre aparecem em filmes de época (especialmente de mafiosos) em que fotógrafos são identificados por um cartão com palavra PRESS colocado no chapéu. As Speed eram máquinas de qualidade (complicadas de usar), usavam chapas de vidro e chamavam atenção pelo enorme flash de lâmpada.
O MUSEU COMPLETO

A coleção abriga máquinas fotográficas "antigas" mas ainda em uso, como as fantásticas Asahi Pentax (com 30 anos de mercado), além de modelos Nikon e Canon com mais de 25 anos. Da mesma forma, o "museu" ficaria desfalcado se não expusesse as câmeras de duas lentes Flexaret e linha Yashica 6x6 (como os modelos D, E e Mat) que fizeram furor lá pelos idos de 1970.
Há ainda uma seção de máquinas miniaturas que cabe na palma da mão, como a Minox (usada até em espionagem), Yashica Atoron e Minolta 16 - além de minúsculos modelos japoneses (identificadas pelo "made in occupied Japan", ou seja, feitas na época em que o Japão era ocupado pelos americanos). Outra marca de uma boa coleção são as peças exóticas. No caso de máquinas, uma National 110 com rádio, as Kodak 126 (nacionais de 1992) "fantasiadas" de Mickey, Minie e Baby Sauro (do seriado Família Dinossauro). Sem falar das primeiras Polaroid, grandes e desajeitadas.





COLEÇÕES PARALELAS
A embalagem atesta a antiguidade pela data impressa, como 1936, por
exemplo. Incluem-se também raríssimos daguerreotópios
(as pioneiras fotos em chapa de metal reveladas em vapor de mercúrio);
inúmeros fotômetros para medição de luz;
flashes com refletor em leque; filtros
coloridos; objetivas
variadas; negativos de vidro revelados; garrafas muito antigas com
as químicas da época usadas em laboratório fotográfico;
além de carretéis de madeira usados para enrolar os filmes
no começo do século 19.
Não precisa ser uma valiosa Leica.
Pode ser uma simples Kodak Rio 400 de plástico (de 1965) ou uma
malcheirosa lambe-lambe dos velhos fotógrafos de Aparecida (SP).
O que vale numa coleção é, sobretudo, a satisfação
do colecionador, nem sempre é compreendido
Por último, como em qualquer coleção, os acessórios devem obrigatoriamente fazer parte do acervo, pequenas coleções "paralelas" enriquecem a principal: dezenas de filmes, de filmagem e fotografia (inclusive chapas de vidro), conservados virgens.
colecionador: Mário Bock.
origem: Colecionismo o Portal do Colecionador
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