Joseph Nicéphore Niépce |
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Joseph Nicéphore Niépce (7 de março de 1765 a 5 de julho de 1833) foi um científico, fotógrafo francês. Junto a seu irmão foi o inventor de um motor para barco e junto a Daguerre responsável por uma das primeiras fotografias. Em 1793, junto com o seu irmão Claude, oficial da marinha francesa, Joseph Nicéphore Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari.
Aos 40 anos, Niépce se retirou do exército francês para dedicar-se a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família havia realizado com a revolução. Interessado na litografia começou realizando cópias de obras de arte utilizando os desenhos realizados à ferro pelo seu filho.
Quando no ano 1814 seu filho se alistou no exército, teve a genial idéia de tratar de pôr em relação a câmera escura junto com os sais de prata sensíveis à luz para tratar de conseguir imagens fixas.
Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa.
1816 - Obteve as primeiras imagens fotográficas da história no ano 1816 quando recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico, ainda que nenhuma delas se conservou, as imagens desapareciam rapidamente.
Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas, não se deu conta de que estes podiam servir para obter positivos, assim que abandonou esta linha de investigação.
Utilizou a pedra como suporte para fixar as imagens, ainda que desistiu cedo pelos grandes problemas que arcava. Seguiu então com o papel, depois com o cristal e, por último, com diversos metais como o estanho, o cobre, o peltre, entre outros.
1818 - Um par de anos depois, já em 1818 obtém imagens em positivo sacrificando deste modo as possibilidades de reprodução das imagens, por ser as únicas imagens obtidas.
1824 - Ele conseguiu imagens que demoraram a desaparecer em 1824.
A heliografia de Niépce
Vista da Janela de Joseph Nicphore Nipce em Le Gras
O primeiro exemplo de uma imagem permanente ainda existente foi tirada em 1826. Ele chamava o processo de heliografia e demorava oito horas para gravar uma imagem.
Ao procedimento que chamou de Heliografía (que significa o mesmo que Fotografia), distinguindo entre heliogravados e reproduções de gravuras já existentes. Realizada uns dez anos depois de que conseguisse as primeiras imagens.
Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judéia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Recolheu um ponto de vista de uma rua fixado sobre uma placa de metal. Precisou 2 horas de tempo de exposição da placa à luz.
Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como "a primeira fotografia permanente do mundo". Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d'Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz.
Mais tarde por causa de uma apoplexia sofrida em seu estúdio de Saint Loup de Varennes faleceu no dia 5 de julho de 1833, aos sessenta e oito anos, sendo enterrado no cemitério do povo, deixando sua obra nas mãos de Daguerre.
Graças à publicação no ano de 1841 da obra de seu filho Isidore Niépce, intitulada História da descoberta do invento denominado daguerrotipo, pôde-se esclarecer a importância do seu papel na história da descoberta da fotografia, ante as manobras realizadas por Daguerre para ocultar seus trabalhos.
versão brasileira: Fotodicas.com - Fotografia Analógica e Digital - SP - Brasil.
fontes:
FotoNostra - Fotografía y diseño digital - Spain - Espanha.
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nicéphore Niepce
(Châlons-sul-Saône, França, 1765 - id., 1833) Inventor francês. Depois do estouro da Revolução Francesa, teve que fugir do país com sua família, acusada de simpatias realistas. Niepce regressou a França para combater nos exércitos napoleônicos; aos poucos, foi licenciado por problemas de saúde.
Prolífico inventor, em companhia de seu irmão Claude desenhou um motor de combustão interna antes de interessar-se pela então inovadora técnica da litografia. Recobriu placas de peltre com diversas substâncias fotosensíveis e tentou depois copiar sobre elas diversas gravuras situando-as sob a luz solar. Seguiu experimentando em dita direção e, em 1816, conseguiu fixar, conquanto só parcialmente, uma imagem do exterior de seu estúdio sobre uma lâmina de papel recoberta de cloreto de prata.
No ano 1826, empregando um protótipo de câmara de sua invenção, obteve ao fim a primeira imagem propriamente fotográfica (ou melhor dito heliográfica, como Niepce batizou sua revolucionária técnica) da história, da que posteriormente se realizaram duas cópias fotomecânicas.
Origem: Biografías y Vidas
Royal Society
A Royal Society de Londres — ou Sociedade Real de Londres — é uma instituição destinada à promoção das ciências fundada em 1660. Ele é o equivalente da Académie des sciences na França. A Royal Irish Academy, fundada em 1782, é afiliada a ela. A Royal Society of Edinburgh — ou Sociedade real de Edimburgo — (fundada em 1783) é uma instituição escocesa independente.
Membros célebres
O número de cientistas implicados na criação ou na história da Royal Society é importante. Entre os membros fundadores, encontramos Robert Boyle, John Evelyn, Robert Hooke, William Petty, John Wallis, John Wilkins, Thomas Willis e Sir Christopher Wren. Isaac Newton apresentou sua teoria da óptica diante desta assembléia antes de se tornar, mais tarde, presidente dela.
O lema da Royal Society, « Nullius in Verba », afirma a vontade de estabelecer a verdade no domínio das disciplinas científicas baseando-se somente na experiência, e jamais na autoridade de um indivíduo. Apesar de esta intenção parecer óbvia hoje em dia, os fundamentos filosóficos da Royal Society diferem daqueles observados em outros contextos filosóficos, como por exemplo na Escolástica, que estabelecia a verdade científica baseando-se na lógica dedutiva, mantendo-se de acordo com a providência divina e citando autoridades antigas como Aristóteles.
Thomas Bayes foi o primeiro a apresentar um teorema, o teorema de Bayes, diante da sociedade.
Lista não exaustiva de presidentes
- Sir Christopher Wren (1680-1682)
- Samuel Pepys (1684-1686)
- Sir Isaac Newton (1703-1727)
- Joseph Banks (1778-1820)
- Lord Rosse (1848-1854)
- Joseph Dalton Hooker (1873-1878)
- Thomas Henry Huxley (1883-1885)
- George Stokes (1885-1890)
- Kelvin (1890-1895)
- Ernest Rutherford (1925-1930)
- Sir Andrew Huxley (1980-1985)
- Robert May (2000-2005)
origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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