Louis Ducos du Hauron

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(Langon, 1837-Agen, 1920) Físico francês. Criou o método de impressão de gravuras em cores denominado tricromo (1868), que aplicou à fotografia. Em 1891 conseguiu a impressão de relevo (anaglifos) mediante a justaposição de duas clichés de cores complementares.



origem:Biografías y Vidas - Spain - Espanha.

Louis Ducos du Hauron Versão2


fonte: O Advento da fotografia em cores
Autor: Prof. Enio Leite
Imagem tomada por Louis Ducos Du Hauron 1872 França
Imagem tomada por Louis Ducos Du Haron 1872 França

 

Em 1876 alguns fotógrafos alemães, utilizando “baixa tecnologia”, conseguiram suas primeiras imagens impressas em papel, conforme ilustração ao lado.

Em 1869 Louis Ducos du Hauron publicava seu livro apresentando outro método: o Subtrativo, pelo meio do qual as cores poderiam ser recriadas. Uma de suas sugestões era, ao contrário de misturar as cores “aditivas”, vermelhas, verdes e azuis, poderíamos utilizar suas cores contrarias ou “subtrativas”, cian, magenta e amarelo.

Este processo resume-se em fotografar o objeto três vezes sendo em que cada uma delas utiliza-se em fotografar o objeto três vezes sendo em que cada uma delas utiliza-se um filtro positivo diferente: Azul, Verde, Vermelho. Em cada negativo, como o processo empregado anteriormente, as cores eram representadas pôr diferentes tons e densidade de cinza.

Esses três negativos eram tingidos com a cor complementar do filme na hora de fotografar. Finalmente, por meio de um branqueador eliminava-se a prata de modo que ficasse só a cor. Em seguida, estes slides eram superpostos e projetados de uma só vez no mesmo aparelho sem a utilização de qualquer filtro adicional. Quando as cores subtrativas se misturavam sobre a tela, obtinha-se as cores originais do objeto fotográfico.

Mas até então todos os métodos pesquisados eram artesanais e relativamente onerosos, não permitindo sua “eventual” industrialização. Com o último solucionou-se o problema dos três projetores, filtros de proteção e da prata, mas a questão do movimento ainda permanência em pauta.

Pensou-se então em reunir as três fotos em uma só e o único meio viável seria um material sensível com três camadas diferentes - três emulsões sendo que cada um seria sensível a uma só e a única cor, evitando assim o problema dos filtros na hora de fotografar.

A emulsão sensível ao azul não apresentou nenhum problema na sua construção, pois até então todos os materiais sensíveis impressionavam esta cor. Isso constituía porem, a maior dificuldades para que as outras camadas fossem sensíveis somente ao verde e vermelho, devido ao fato de serem compostas pôr partes de brometo de prata, eram também sensíveis ao azul.

O único meio encontrado foi de introduzir entre a primeira emulsão sensível ao azul e as duas outras sensíveis ao verde e ao vermelho respectivamente, um filtro amarelo. Este filtro tem pôr função básica absorver o azul, deixando passar somente as cores verdes e vermelhas.

E assim aos poucos se chegou a construção do filme em cores usado nos dias de hoje, os quais são revestidas de três camadas de emulsão cada uma delas sensível a uma unida cor. Devemos contudo salientar que estas possuem latitude do que os filmes em branco e preto. Devido a essa baixa latitude, a exposição dos filmes em cores, deve ser a mais correta possível.

Em meados de 1930, a Kodak passou a produzir filmes baseados no principio de Maxwell, lançando os primeiros “Kodakchrome”

Quando em 1906, os filmes “Pretos & Branco” Pancromáticos, sensível a todas as cores, começaram a ser industrializados, alguns fotógrafos começaram a aplicar a técnica de separação de cores, de Hauron.


Ilustrações: Revista Fotomagazin, Alemanha, Set. 1989, pags. 14, 15, 16 e 17.





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