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A Focalização

A focalização é um dos responsáveis pela nitidez na imagem fotográfica. Basicamente encontramos três tipos de focalização: o que usa telêmetro, o de tela de vidro despolido e o autofocus que utiliza raios infravermelhos e é o mais utilizado nas câmaras mais modernas. A Canon criou há poucos anos um sofisticado processo de focalização utilizado em suas câmaras topo de linha. Que funciona da seguinte maneira: a câmara dispara raios infravermelhos através do visor até o olho do fotógrafo e detecta em que direção o mesmo está olhando a imagem no visor e assim focaliza prioritariamente esta parte.

O Diafragma

O diafragma é a parte da câmara que regula a quantidade de luz que passa através da lente. Pode-se aumentar ou diminuir a abertura do mesmo e assim controlar a luz. Os valores do diafragma são padronizados em números f, que são os seguintes: f/1.0, f/1.4, f/2.0, f/2.8, f/4.0, f/5.6, f/8.0, f/11.0, f/16.0, f/22.0, f/32.0, f/45.0, f/64.0, etc.

O valor do número f é o resultado da divisão da distância focal da lente pelo valor do diâmetro do orifício do diafragma.

Sendo que os números f menores são os que mais luz deixam passar através deles. E pelos números f maiores passam menores quantidades de luz. O número f/1.0 deixa passar o dobro de luz que o próximo que é o f/1.4 e este o dobro do seguinte e assim sucessivamente. No uso geral do diafragma podemos dizer que quando temos muita luz podemos utilizar aberturas pequenas: f/11.0, f/16.0 e até menores. E se temos pouca luz a disposição usaremos grande aberturas: f/2,8, f/2.0 ou maiores.

A utilização de cada uma das aberturas do diafragma resulta não só em controlar a quantidade de luz mas também conjuntamente em alterar para maior ou menor a profundidade de campo. Que é a área adicional que apresentará nitidez a frente e atrás do objeto focado pelo fotógrafo. Servindo assim como um elemento de controle das áreas que ficarão com maior prioridade e importância pela sua nitidez ou a falta desta. As aberturas do diafragma grandes produzem uma pequena profundidade de campo e as pequenas uma grande profundidade de campo. O que também dependerá do tipo de objetiva utilizada. Nas grande-angulares a tendência é de oferecerem sempre muito mais profundidade de campo do que uma objetiva normal. E muito mais ainda há se compararmos com as teleobjetivas.

O Obturador

O obturador é o elemento que controla quanto tempo a luz irá passar pelo diafragma. Nas câmaras mais simples encontramos as vezes apenas uma velocidade do obturador. Enquanto em câmaras mais sofisticadas podemos encontrar muitas regulagens para a o tempo de exposição das fotos. Estas podem variar por exemplo: de 30 segundos, passando por 1 único segundo, até milésimos de segundo (1/8000seg. numa câmara sofisticada). A vantagem de termos tantas variações de velocidades do obturador é podermos fazer fotografias com tempos de exposição longos como em locais com pouca iluminação (ex.: 1/15 de seg.), ou tempos curtos se tivermos muita iluminação a nossa disposição (ex.: 1/500 de seg.). E tempos intermediários se a quantidade de luz for média (ex.: 1/125 de seg).

O uso de baixas velocidades do obturador acarreta nas fotos em que o objeto fotografado se encontra em movimento, uma tendência a uma imagem levemente ou muito borrada. Nas altas velocidades do obturador o oposto ocorre, ou seja: a imagem do elemento em movimento ao ser fotografado se apresentará congelada e portanto nítida.

Fotômetro

É a parte da câmara que mede a quantidade de luz que chega até o filme, possibilitando ao fotógrafo fazer as regulagens precisas para determinada foto. Normalmente o fotômetro vem acoplado a câmara e mede a luz refletida. Mas pode ser de mão, neste caso poderá medir a luz de vários tipos: refletida, incidente ou de flash. Normalmente os fotômetros medem a área central da imagem enquadrada no visor. Mas existem outros que fazem a leitura de apenas uma pequena parte da imagem e são chamados spot. E ainda outros mais complexos que a fazem por zonas. Máquinas fotográficas mais sofisticadas possuem fotômetros que podem fazer leituras destes três tipos citados acima.

Continua: Parte 3


autor: Prof. Valter França
Arte Digital e Fotografia - Valter França / Juiz de Fora / Mg


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