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Elementos que compõem a câmera fotográfica

Câmera Canon g5  - 5.0 Megapixel
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Câmera Canon g5 - 5.0 Megapixel

Índice

A câmera fotográfica consiste numa série de mecanismos cujas funções são as de concentrar a imagem refletida pelos objetos a fotografar e permitir que a luz penetrando numa câmera escura através de um pequeno orificio, produza sobre a parede oposta uma imagem refletida. Aplicando este princípio, é possível a construção ou fabricação de um orificio estenopeico. A luz ao entrar por esta pequena abertura, forma uma imagem de pouca nitidez sobre a parede interna oposta àquela na que se encontra o orificio. O enfoque se melhora substituindo o orificio estenopeico por uma lente convergente colocada a uma determinada distância com respeito ao plano da imagem.

Objetivas (ou lentes)

É um conjunto de lentes que concentram os raios de luz emanados pela objetiva na câmera. Em sua forma mais simples definimos como uma parte de vidro polido. A objetiva é atingida pela luz que se dispersa a partir do indivíduo e lhe faz convergir de novo formando uma imagem.


As objetivas são compostas de diferentes lentes montadas solidamente e calculadas, de forma a produzir, sob uma larga faixa de situações de luz, uma maior resolução óptica, o que seria impossível com uma única lente simples.

Pelo material utilizado na elaboração das lentes, as objetivas podem variar muito de qualidade, o que afeta a imagem que produzem. Varia também o número de lentes, pois há objetivas formadas por dois elementos e outras, de qualidade superior, com mais de dez elementos.

Objetiva e a fonte luminosa:

Qualquer plano ou elemento que queiramos fotografar deve encontrar-se iluminado por alguma fonte luninosa, um lustre elétrico, o sol, devemos ter presente que fotografar significa "desenhar com a luz". A luz que atinge a objetiva é refletida em todas direções, parte destes raios atravessarão a objetiva para formar a imagem. Se o objeto é colorido, os raios refletidos também serão.

Nas máquinas de objetivas intercambiáveis, podemos alterar tanto a distância focal, como a luminosidade pela troca de objetiva.

Considera-se distância focal a medida do centro óptico da lente principal da objetiva, ponto que ocorre a inversão da imagem, até fundo da máquina onde se encontra o filme (plano focal), quando focaliza-se o infinito.

Se alterarmos a distância focal, ou seja, mudarmos de objetiva, estaremos modificando o campo visual. Quanto maior a distância focal de uma objetiva, menor será seu ângulo de visão (tele objetiva).

Visores

Elemento através do qual se pode ver antecipadamente a perspectiva e o campo visual que aparece na fotografia. Todas as câmeras portáteis, precisam de algum tipo de visor que permita enquadrar e compor uma imagem.

As máquinas fotográficas possuem diversos sistemas para a visualização da imagem. Muitos autores de livros fotográficos classificam as câmaras pelos seus visores.

As câmaras profissionais de estúdio, de grande formato, possuem visores diretos, ou seja, a imagem é visualizada através de um vidro despolido na parte posterior da máquina. A imagem que penetra pela objetiva é transmitida diretamente para o vidro despolido, de maneira que a vemos invertida e do tamanho do formato do fotograma do porte da câmara. Outros visores diretos (ou esportivos) são encontrados nas câmaras automáticas (amadoras), nas quais o visor é deslocado da objetiva da máquina possuindo ângulo diferente de abrangência visual, causando a paralaxe.

A paralaxe também acontece nas câmaras bi-reflex (ex: Rolleiflex), nas quais encontramos duas objetivas na parte frontal da máquina, uma é a que leva a imagem a um espelho que a reflete para o visor, e a outra que transmite a imagem para o filme. A imagem, por ser refletida pelo espelho, não é vista invertida. Já nas câmaras mono-reflex, a mesma imagem que penetra pela objetiva chega ao filme, é também refletida para o visor através de um espelho e de um prisma. Neste sistema não acontece paralaxe nem a inversão da imagem. Portanto, a grosso modo, podemos dividir os visores das máquinas em diretos e reflex, sendo que dentro destas categorias encontramos tanto uns que possuem o defeito da paralaxe, como outros mais fáceis na visualização e enquadramento do assunto.

Foco

Para focalizarmos a imagem temos que afastar ou aproximar a objetiva do plano do filme. Esta movimentação acontece na objetiva, na qual se encontra o anel de foco (que substituiu o antigo fole) que afasta ou aproxima as lentes do fundo da máquina. Este ajuste acontece de maneira inversamente proporcional à distância máquina/assunto. Quanto maior a distância que se encontra o assunto, menor será o deslocamento das lentes para que os raios de luz formem uma boa imagem no plano focal. Quando se foca um objeto ou uma pessoa, o que está sendo focado é a distância que esses assuntos estão do plano do filme e não eles em si.

Sistemas de Auxilio de Foco

As máquinas fotográficas, dependendo do grau de sofisticação técnica, possuem sistemas próprios para a verificação do foco através do visor. Podemos resumir estas variações em 3 sistemas principais:

Escala das Distâncias

Um grande número de máquinas traz uma escala de metragem gravada na objetiva, indicando diversas distâncias entre máquina e objeto; temos que calcular a distância do objeto que queremos fotografar e em seguida ajustar essa escala.

Em algumas máquinas automáticas (amadoras) trazem na escala de distância, ou anel de focalização, desenhos representando diversos enquadramentos (meio-corpo, corpo inteiro, um grupo e montanhas) o que, a grosso modo, determina a distância máquina/objeto. A maioria dessas câmeras tem foco fixo.

As máquinas com maiores recursos, possuem uma escala de distância também gravada na objetiva, que indica a distância ao assunto em metros ou pés. Esta escala permite não só sabermos a distância ao assunto em foco/máquina, como também, a profundidade deste foco.

Sistema de Difusão

Em algumas câmaras fotográficas a imagem formada pela objetiva é transmitida para um vidro despolido que permite a sua visualização. Esta imagem tanto pode apresentar-se "borrada", quanto fora de foco, como nítida, quando bem ajustada pelo anel de foco.

O nível de nitidez da imagem visualizada no vidro despolido, corresponde ao nível de precisão da imagem recebida pelo filme.

Em algumas máquinas 35mm. podemos encontrar este sistema mais aprimorado. Na área central do visor há um micro prisma que faz com que os limites da imagem do objeto, pareçam linhas trêmulas quando o assunto estiver ligeiramente fora de foco, o que não ocorre com o restante do visor que possui o sistema de difusão.

Sistema de Sobreposição de imagem

Este sistema consiste em visualizar através do visor da máquina, uma dupla imagem do assunto, quando está fora de foco, semelhante à imagem de uma televisão com fantasma.

Estas imagens vão se sobrepondo conforme se gira o anel de focalização .Obteremos foco quando as imagens se sobrepõem completamente.

Sistema de Justaposição e Difusão

O sistema de justaposição é bastante semelhante ao de sobreposição das imagens, sendo mais aprimorado e, portanto, mais usado atualmente.

Este sistema consiste em visualizarmos no quadro geral do visor, a imagem por difusão, e na área central do visor uma imagem bi-partida.

Esta imagem vai se justapondo conforme se ajusta o anel de focalização, determinando o seu foco quando suas partes não mais estiverem deslocadas.


versão brasileira: Fotodicas.com - Fotografia Analógica e Digital - SP - Brasil.

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