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Fotografando o firmamento

Podem tomar-se fotografias do céu pela noite com uma câmera corrente montada num tripé ou com um telescópio sofisticado.

O principal problema é quando o sujeito nunca está quieto, à medida que a terra gira sobre seu eixo, o campo de visão de uma câmera ou de um telescópio fixos varrem o céu. As estrelas deixam um rastro luminoso cuja longitude é proporcional ao tempo de exposição. Se se utiliza uma SLR, com uma objetiva normal, aparecerão imagens alongadas das estrelas a qualquer exposição, acima dos 20 seg. Para evitar estes rastos há que fazer exposições mais curtas e empregar uma deriva equatorial contrária a rotação da Terra.

Entende-se por deriva equatorial, um dispositivo que dá a volta uniformemente ao redor de um eixo que deve apontar aos pólos Norte ou Sul, segundo o hemisfério em que se esteja, em 23 horas 56 minutos. No hemisfério Norte da Estrela polar, é uma guia adequada e só se aproxima do 1º verdadeiro Norte.

Como e onde fotografar.

No âmbito da ciência, a fotografia desempenhou um papel tão importante como na astronomia. Ao colocar uma placa fotográfica no plano focal de um telescópio, os astrônomos podem obter imagens exatas da situação e brilho dos corpos celestes. Se comparamos fotografias da mesma zona do céu, tomadas em diferentes momentos, podem-se detectar os movimentos de certos corpos celestes, como os cometas. Uma importante qualidade da placa fotográfica utilizada em astronomia, é sua capacidade para captar, mediante exposições de longa duração, objetos astronômicas quase imperceptíveis que não podem ser observados visualmente.

Ultimamente se melhorou a sensibilidade da fotografia através de técnicas que permitem uma maior precisão da imagem. Num processo conhecido como efeito fotoelétrico, a luz das estrelas libera elétrons num fotocatodo situado no plano focal do telescópio. Os elétrons liberados, dirigem-se para uma placa fotográfica para formar a imagem.
Graças a certas técnicas de informáticas se conseguem imagens mais detalhadas e exatas procedentes, em ocasiões, de fotografias do espaço exterior imprecisas e afastadas. Os computadores digitalizam a informação fotográfica e depois a reproduzem com uma definição maior.

Melhores fotografias de estrelas e nebulosas se conseguirão em noites frias e claras, deve-se prestar atenção à formação de orvalho na objetiva. Para fotografar a lua e os planetas, bem mais próximos, costuma ser preferível um céu nubrado, porque a turbulência atmosférica é geralmente menor. A altura do horizonte deverá ser o maior possível. O melhor é disparar de um ponto alto e afastado das luzes.

Para fotografar constelações, planetas e cometas, só com uma câmera e um tripé se pode fotografar, o céu visível de uma latitude determinada. Uma área equatorial e uma exposição de uns 30 min, revelará multidão de estrelas invisíveis ao olho. Mapas astrais que aparecem em publicações especializadas nos informarão sobre o que se vê a cada mês.


versão brasileira: Fotodicas.com - Fotografia Analógica e Digital - SP - Brasil.




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