A Época do Daguerreótipo

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O Daguerreótipo teve uma muito boa acolhida e cedo começou a difundir-se pela Alemanha, Estados Unidos, Itália, Inglaterra, etc. Ademais se começaram a vender câmeras que não levavam a assinatura de Daguerre.


Imagem produzida no Daguerreótipo

Estes vendedores e os aficionados que as compravam, foram os responsáveis da evolução das câmeras, aliviando-as de importância, construindo-as com materiais baratos e lentes simples; e também reduzindo pouco a pouco o tempo de exposição (em 1842 já estava reduzido a 30 ou 40 segundos).

O segundo estúdio oficial foi criado na Inglaterra por Antonie Claudet, que chegou a ser nomeado retratista ordinário da rainha Victoria. A primeira revista fotográfica do mundo foi fundada em Nova York em 1850 ( The Daguerreian Journal)

A grande popularidade do retrato forçou de certa maneira a aparição dos até agora chamados, Estúdios Fotográficos. Naquela época ainda não existiam a luz elétrica nas cidades, os estúdios fotográficos eram grandes naves de armação metálica onde as cúpulas de cristal faziam como se estas estivessem dotadas de luz natural. Ademais, é de se mencionar, a decoração destes estúdios, onde o primordial era fazer cômoda a longa exposição à que era submetido o modelo. Um bom exemplo desta decoração era o estúdio de Luther Holman Holle em Boston, onde não faltavam um piano, uma caixa de música, jaulas de pássaros, longas cortinas, esculturas, pinturas, estampas, etc, que ajudavam, além do anteriormente mencionado, a apaziguar os nervos e à obtenção de uma boa foto.

Seria curioso mencionar que em certo tempo foram de uso aparelhos e artigos que, em forma de cabideiros, aguentavam as cabeças e punham as costas retas, de maneira que o modelo não pudesse mover-se, isto foi muito caricaturizado na época.

O retrato não foi tudo, já que se algo tinha a paisagem era a luz e a não mobilidade necessária nos princípios da fotografia. Estas paisagens foram denominadas mortas já que, ao ser as fotos de longa exposição, não era possível captar nenhum movimento animal ou humano. Se num daguerreótipo se encontrava um elemento animado resultava desnecessário ou não mais nítido do que uma mancha. Mesmo assim se encontraram primitivos daguerrotipo's feitos por aficionados tanto em cidades européias como nos Estados Unidos.

Fundo acolchoado de un daguerreótipo
Fundo acolchoado de un daguerrotipo

Entre 1840 e 1844 se publicou a primeira coleção de álbuns de mãos do óptico Lerebours, “Excursões daguerriennes”. Esta estava composta por daguerreótipos copiados em gravuras, e realçados com personagens, barcos, carruagens e animais adicionados pelo gravador; feitos todos eles por fotógrafos de todo mundo contratados por Lerebours.

Em 1842 o fotógrafo Carl F. Stelzner lança com o daguerreótipo aquela que seria a primeira fotografia de um acontecimento, um bairro de sua cidade, Hamburgo, desolado por um incêndio.

 

1839 - Daguerreótipo Mini-formato
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1839 - Daguerreótipo Mini-formato

Além de tudo isto seria conveniente mencionar que o daguerreótipo se utilizou com fins científicos. Já em 1839 o óptico Soleil construiu um microscópio-daguerreótipo; e em 1840 John Wiliam Draper lançou uma fotografia da Lua, cinco anos mais tarde, Fizeau e Foucault, faziam o mesmo com seu astro gêmeo, o Sol.

Como vemos o daguerreótipo foi muito expandido, mas por causa de sua difícil manipulação estava destinado a desaparecer. A isto ajudou esse trabalho investigativo dos aficionados que, como mencionamos anteriormente, melhoraram em grande parte o daguerreótipo.


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