Daguerre e o daguerreótipo |
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No final de 1829 Daguerre e Niépce formaram uma sociedade na qual se reconhecia a este último como inventor.
Morto Niépce em 1833, passa as mãos de Daguerre o invento de forma quase completa.
O filho de Niépce herdou os direitos do pai em seu contrato, mas depois de várias modificações; aproveitando a maltrecha economia do herdeiro, o nome de Daguerre seria o único que apareceria como criador do invento.
Aperfeiçoou-o com a ação do vapor de mercúrio sobre o yoduro de prata e depois com a possibilidade de dissolver o yoduro residual numa solução quente a base de sal comum.
O lançamento se produziu de 1838 a 1839.
Daguerre se converte numa iminência reconhecida e premiada. Imediatamente começa a fabricar uma série de material fotográfico fazendo demonstrações em público; em uma delas ficou refletida num livreto de doze páginas de grande rigor, publicando o descobrimento do segredo que encerrava. Sem contribuir com nenhuma nova melhora importante morre em 1851.
Daguerre ao invés de Niépce contribuiu do lado mercantilista e espetacular com um procedimento cuja originalidade lhe era própria. Ainda que se tratava de algo custoso e de difícil manipulação, que tão só produzia uma prova única não multiplicável. Pese a seus defeitos se propagou por todo mundo, abrindo definitivamente o caminho à fotografia.
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